Bonitos, funcionais e de qualidade. Esses três requisitos são básicos quando vamos escolher os móveis para casa. Como a mobília é o que mais chama atenção no décor, tornando-se o foco do nosso olhar, é imprescindível combinar bem as peças para conseguir um resultado harmonioso e sem excessos, que dialogue com todos os detalhes do acabamento.

Móveis mal escolhidos atrapalham não só a estética da residência, mas também o aproveitamento do espaço e a circulação pelo ambiente. Neste post, preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber para escolher o mobiliário certo para cada cômodo da casa. Acompanhe a leitura e faça já a sua lista de compras!

Quais os impactos da escolha de móveis inadequados para o ambiente?

Falta de espaço

Um dos sinais clássicos da escolha de móveis inadequados é o mau aproveitamento do espaço. Sabe quando parece que tem coisa sobrando no ambiente? Pois é. Isso geralmente acontece quando escolhemos peças de tamanho desproporcional às dimensões do cômodo, o que acaba comprometendo tanto a questão estética quando a mobilidade na residência.

Para evitar erros, faça um desenho prévio da composição e redobre os cuidados com banheiros e cozinhas, principalmente se você estiver planejando a disposição dos móveis por conta própria. Nesses cômodos, é preciso considerar a posição das instalações hidráulicas e de gás para não comprometer suas funções nem deixar o local inseguro.

Circulação comprometida

A circulação comprometida costuma ser consequência da falta de espaço. Pode até ser que uma simples remanejada na posição dos móveis resolva o problema, mas normalmente a solução é retirar algumas peças. Via de regra, o espaço livre para circulação no entorno da mobília deve ser de no mínimo 60 cm.

Se você quiser otimizar ainda mais esse fator, considere dobrar a medida para 120 cm. Assim o conforto e a acessibilidade em casa estarão garantidos. Pense também no posicionamento das portas, janelas, tomadas e interruptores para ter certeza de que os móveis não vão atrapalhar o funcionamento desses itens.

Decoração sobrecarregada

Eis outro erro muito comum na escolha de móveis: sobrecarregar o décor com peças numerosas ou robustas demais. Uma maneira inteligente de evitar esse erro é optar por modelos de linha reta, que se encaixam perfeitamente nos cantos da parede e do piso. O mobiliário arredondado, apesar de muito bonito e imponente, deve ser utilizado somente em locais com espaço amplo para circulação.

O que considerar antes de escolher a mobília?

Qualidade

A primeira coisa a se considerar quando for escolher móveis para casa é a qualidade das peças. Concordamos que a beleza e o design também são fundamentais. Porém, de nada adianta escolher um móvel bonito, porém pouco resistente, que logo precisará ser trocado.

Para avaliar a qualidade do móvel, o mais importante é pensar no custo-benefício. Vale a máxima de não se deixar levar pela aparência. Compre os seus móveis em lojas confiáveis e que ofereçam produtos de primeira linha, com garantia de origem e ótima durabilidade.

Funcionalidade

Além de resistentes e duradouros, os móveis da casa precisam ser também práticos e funcionais. Não vale a pena pagar caro em um sofá belíssimo, mas desconfortável, concorda? Pense em como cada peça se ajustará às dimensões do seu ambiente e na funcionalidade que você quer para o cômodo.

Muitas vezes, dá para abrir mão de alguns itens que ficariam de certa forma inutilizados na casa. Outra dica é investir em peças multiuso, como sofás com extensão, camas do tipo baú, entre outros móveis que possam ter mais de uma utilidade no seu dia a dia.

Estética

Quanto à estética da mobília, isso vai depender mais do seu gosto pessoal do que do design das peças em si. A única regra é escolher móveis que dialoguem com o estilo de decoração da sua casa, de modo que nada fique brigando no ambiente. Os amantes do décor rústico, por exemplo, adoram peças clássicas de madeira nobre e maciça.

Já os adeptos do estilo minimalista preferem combinar madeira e vidro para deixar a composição mais leve. Um segredinho importante é que, quanto mais arrojado for o design do móvel, mais discreto deverá ser o restante da decoração. Assim, é possível ousar um pouco mais na escolha sem pecar pelo excesso de informações.

Quais móveis não podem faltar em cada cômodo?

Sala

Um bom conjunto de sofá, um aparador e uma mesa de centro. Essa é a combinação básica de móveis para sala de estar. O restante da ambientação fica por conta das luzes decorativas e peças do seu agrado, como vasos, quadros e arranjos. A iluminação, inclusive, é uma grande aliada para valorizar esses itens complementares do décor.

Já na sala de TV, a composição ganha elementos extras para deixar tudo mais aconchegante e funcional. Uma boa cortina blackout e um tapete macio garantem doses extras de conforto para curtir suas séries ou filmes favoritos em grande estilo. O sofá, é claro, também deve ser da melhor qualidade. Com certeza você não vai se arrepender do investimento.

Quanto ao posicionamento, via de regra os sofás devem estar a uma distância de pelo menos 80 cm da televisão, que deverá ser posicionada na altura dos olhos. A dica é comprar um aparelho proporcional às dimensões do cômodo. Então, se a sua sala é pequena, não compre uma TV grande demais. Lembre-se também de que, quanto maior for a tela, mais distante ela deverá ficar do sofá.

Cozinha

A mesa de jantar e os armários são os protagonistas da mobília da cozinha. Recomenda-se considerar algumas medidas padrões para deixá-la o mais funcional possível, aproveitando bem o espaço. Fabricantes de armários planejados indicam que os compartimentos inferiores devem ficar de 18 cm a 21 cm acima do chão, o que facilita tanto o acesso aos objetos e produtos quanto a limpeza do dia a dia.

Os superiores devem respeitar uma distância de 60 cm sobre a bancada para não comprometer a usabilidade do balcão. Quanto à profundidade, os armários superiores devem ser mais rasos — de 35 cm a 40 cm — para não prejudicar o alcance dos itens que estão ao fundo. Já os armários inferiores podem apresentar até 65 cm de profundidade.

Quarto

No quarto, os adeptos de uma composição mais clean preferem compor o ambiente apenas com a cama, criados-mudos e um roupeiro. Contudo, há quem não abra mão de ter um belo armário modulado, uma cômoda para abrigar pertences extras ou mesmo um cantinho de home office no dormitório.

Nichos e prateleiras também contribuem para uma ambientação mais completa. No guarda-roupas, a altura do cabideiro deve ser pensada de acordo com a altura dos usuários e o tipo de roupa que será armazenada. Ternos cabem perfeitamente em nichos com altura entre 120 cm e 130 cm. Calças devem ser guardadas em nichos de 70 cm. Para as gavetas, 10 cm de altura são suficientes para guardar blusas e camisetas dobradas.

Banheiro

As dimensões do seu lavabo ou banheiro é que vão ditar a composição do espaço. Cômodos pequenos não devem ter armários grandes demais, pois certamente vão comprometer a usabilidade do local. Nesse caso, prefira instalar nichos ou prateleiras acima das bancadas se precisar de espaço extra.

Quanto ao posicionamento das louças sanitárias, o mais recomendado é manter uma distância mínima de 30 cm livres dos dois lados do vaso para não atrapalhar os movimentos do usuário, como o acesso à lixeira e papeleira. Também é ideal posicionar as peças de modo que o vaso sanitário não fique visível por quem está do lado de fora.

Como escolher móveis para área externa?

Em muitos projetos a área externa se torna o ambiente queridinho da casa. Nesse local, a mobília tem função extra: valorizar o ambiente e favorecer o diálogo com a natureza. Isso significa investir em móveis confortáveis para seu descanso ao ar livre, além de escolher peças que dialogam bem com essa proposta de relaxamento e que sejam resistentes, antes de tudo.

Materiais mais indicados

Como os locais externos estão constantemente sujeitos às intempéries climáticas, certifique-se de que está comprando móveis que aguentem boas doses de sol, vento e chuva. A madeira, por exemplo, que é um clássico da decoração externa, deve receber tratamento especial nesses casos, com impermeabilização de primeira linha e manutenções periódicas.

O plástico, apesar de ser um material menos nobre, resiste bem às intempéries, além de ser leve, econômico e fácil de transportar. Ele é muito utilizado em cadeiras e espreguiçadeiras à beira da piscina. Peças de alumínio também são ótimas escolhas, assim como as fibras naturais ou sintéticas, que têm tudo a ver com decorações externas.

As fibras naturais como junco, bambu, rattan e vime ajudam a valorizar o clima acolhedor das áreas de convivência, trazendo um pouco da natureza para dentro de casa. Sem falar que elas são muito versáteis para combinar, harmonizando bem com diversas paletas de cores e estilos de decoração. Complemente o décor com plantas vistosas e pronto! Não precisa de mais nada na composição.

Se você estiver compondo um espaço gourmet, priorize a escolha da mesa de refeições. Já para varandas e jardins não podem faltar assentos como banquetas, pufes e as tradicionais namoradeiras, que trazem um charme único para o ambiente Para uma pegada mais rústica, prefira peças de madeira. Para ares mais modernos, aço e vidro caem muito bem.

Que erros devem ser evitados no momento da escolha?

Tamanho desproporcional

Um sofá enorme em uma sala pequena. Uma mesa de jantar onde as pessoas precisam se levantar para abrir caminho. Ou um aparador que compromete metade da área de circulação nos corredores da casa. Com esses exemplos já deu para ter uma noção do incômodo que significa escolher móveis de tamanho desproporcional aos ambientes.

Mesmo que a circulação não fique comprometida, peças grandes demais em espaços menores sobrecarregam os cômodos, dando a sensação de que eles estão sempre apertados ou bagunçados. Para não cair nesse erro, lance mão da trena ou da boa e velha fita métrica para planejar o espaçamento dos móveis em cada cômodo antes de ir às compras.

Baixa durabilidade

Um erro muito comum ao escolher móveis para casa é priorizar a questão estética e acabar se esquecendo de uma coisa básica: a vida útil dos materiais. Achou a peça bonita? Agora veja se ela é também resistente e funcional. Avalie os materiais da estrutura e o tipo de acabamento, pensando sempre no custo-benefício.

Irregularidades na madeira, pintura descascando, fibras soltas etc. são sinais claros de que o acabamento do móvel não é lá essas coisas. Então, mesmo que seja uma peça de mostruário, desconfie se ela estiver em más condições. Verifique também o estado dos puxadores, gavetas e dobradiças, abrindo e fechando os móveis para ter certeza de que ele funciona bem.

Instalação inadequada

Tudo certo até então: você escolheu móveis do tamanho adequado, confortáveis, bonitos e resistentes o bastante. Porém, se esqueceu de um detalhe: a instalação. A maioria das peças requer muito cuidado para serem instaladas, considerando-se a umidade e a temperatura do local escolhido.

Umidade e temperatura excessivas são implacáveis para a vida útil de um móvel, principalmente se estivermos falando de móveis de madeira. O ideal é posicioná-los sempre em locais arejados e com pouca variação de temperatura, para evitar deformações, mofo, manchas e desbotamentos.

Se tratando de móveis para área externa, reforçamos que o cuidado com a impermeabilização deve ser redobrado, pois a água é o inimigo número um dos amadeirados. Se por acaso você molhar acidentalmente algum móvel de madeira na área interna da casa, seque-o de imediato para preservar suas características originais.

Quais as principais tendências em móveis?

Móveis planejados ou sob encomenda

Essa é uma tendência que nunca vai sair de moda. Não é de hoje que os móveis planejados ou sob encomenda têm lugar cativo no design de interiores. Belíssimos e muito práticos, eles se encaixam certinho em qualquer cômodo da casa, aproveitando cada centímetro da melhor maneira possível.

O diferencial é justamente a fabricação personalizada, com estrutura feita em madeira nobre e reflorestada. Os acabamentos podem variar um pouco, conforme a escolha do proprietário. Em seguida, listamos os mais comuns.

Acabamento metacrilato

Móvel lisinho, brilhante e de alta durabilidade. O metacrilato é um tipo de acabamento que lembra o vidro ou peças de laca em alto-brilho, porém conseguem ser ainda mais brilhantes. Os móveis planejados com esse tipo de acabamento são também mais fáceis de limpar e mais versáteis para combinar, pois é possível reproduzir várias colorações diferentes em sua superfície.

Acabamento em vidro

A estrutura em madeira e o acabamento em vidro compõem uma dupla campeã de escolha quando o assunto é mobiliário planejado. Com opções brilhantes ou foscas, esse tipo de acabamento é bastante utilizado nas portas de armários de cozinha, favorecendo uma atmosfera mais leve, clean e moderna para esse cômodo da casa. Vai dizer que você também não acha lindo e imponente um armário com porta de vidro por toda extensão?

Tamponamento

A técnica de tamponar móveis planejados consiste em acoplar bordas extras às peças deixando-as mais robustas e vistosas. Faz-se um acabamento laminado de espessura menor por dentro do móvel e reveste-se a parte de fora com madeira de espessura maior. Geralmente a parte interna é de cor branca e a externa reproduz o tom da madeira, destacando o tamponamento e criando um belo contraste na peça.

Móveis laminados com madeira e vidro

As peças laminadas com acabamento em madeira e vidro também são excelentes opções para os móveis da casa. O custo é consideravelmente mais baixo em relação ao mobiliário planejado ou sob encomenda, o que torna essa opção bastante interessante para quem quer economizar no décor sem abrir mão do requinte ou funcionalidade das peças.

Nas áreas de convívio social, como living, sala de jantar e cozinha, os itens com acabamento em madeira e vidro saem na frente, compondo uma atmosfera minimalista para o décor. Já nos dormitórios os laminados somente em madeira costumam ser os mais escolhidos, pois favorecem a sensação de aconchego e relaxamento típica das áreas íntimas da residência.

Peças restauradas

Móveis restaurados são tendência em vários estilos de decoração, principalmente nos mais rústicos ou com aquela pegada vintage. A restauração pode ser feita tanto na estrutura do móvel — como a troca do madeiramento — como nos detalhes de acabamento da peça, renovando a pintura com uma cor mais alegre, por exemplo.

A técnica de laquear móveis antigos também é muito utilizada na restauração de mobília, dando um ar mais moderninho aos itens. Se preferir deixar o móvel em sua cor original, mas quiser dar um pequeno destaque à peça, uma boa dica é pintar os detalhes com tons metalizados, como os puxadores das gavetas, ou mesmo substituí-los por outros modelos.

Como deve ser feita a limpeza e manutenção?

Cuidar da limpeza e manutenção dos móveis da casa é primordial para preservar a vida útil dos itens. Pouco adianta escolher mobília de qualidade, mas deixá-la acumulando poeira dentro de casa. Ou pior: exposta à umidade, o que gera mofo e empena as peças. 

A seguir, listamos os cuidados básicos que você precisa ter com os móveis de madeira, MDF e vidro.

Madeira maciça

Como sabemos, quanto menos água você utilizar para limpar seus móveis de madeira, melhor. Para mantê-los sempre vistosos e conservados basta passar um pano macio embebido em uma gotinha de detergente. Finalize com uma flanela seca, como se estivesse polindo o móvel.

Dê preferência às flanelas de microfibra, que não soltam fiapos nem riscam os móveis. Com o tempo de uso, pode ser necessário renovar o verniz das peças para recuperar o brilho. Caso haja um ou outro risquinho acidental, ele também vai sumir com a envernização.

Se por acaso você se descuidou da manutenção e acabou tendo uma surpresa desagradável com os cupins, não se desespere. Tem solução! A primeira coisa a fazer ao identificar sinais de cupim é verificar o estado da infestação. Em infestações menores, os inseticidas específicos do mercado são bastante eficazes. Porém, em casos mais graves, poderá ser necessária uma dedetização profissional.

MDF

Hoje em dia, boa parte dos móveis do mercado são fabricados em MDF, que é uma espécie de compensado de madeira bem mais econômico do que a matéria-prima maciça. A desvantagem é que os móveis em MDF são ligeiramente mais frágeis, por isso a limpeza e os cuidados de manutenção devem ser ainda mais criteriosos. Móveis da sala ou dormitórios podem ser limpos semanalmente apenas com flanela seca.

Já aqueles situados na cozinha, que têm contato direto com gordura, precisarão de pano úmido e um pouquinho de detergente neutro. Seque bem as peças após o procedimento e evite o uso de ceras ou demais produtos polidores, pois com o tempo os resíduos desse tipo de material podem se acumular sobre o móvel, criando uma barreira oleosa que dificulta as próximas limpezas.

Vidro

Nem sempre o limpa-vidros tradicional dos mercados dá conta do recado, principalmente se forem móveis de cozinha ou áreas de churrasqueira, que estão sempre sujeitos ao vapor de gordura. Para limpar peças com superfície de vidro o detergente neutro continua sendo o maior aliado, junto da bucha tradicional.

Em comparação com a madeira, a dosagem de detergente pode ser um pouquinho maior. Utilize o lado amarelo da bucha como se estivesse lavando a peça. Contudo, tenha atenção: muito cuidado para não deixar cair gotas de água na estrutura amadeirada. Seque bem a superfície com uma flanela de microfibra e, para uma finalização perfeita, agora sim você pode utilizar o limpa-vidros!

Com esse guia, você está pronto para planejar a decoração da casa e fazer a lista dos móveis que vai precisar. Capriche no aproveitamento do espaço e escolha peças que se encaixem perfeitamente nos cômodos, criando uma composição equilibrada e livre de excessos.

Por fim, compre os móveis para casa somente em lojas especializadas e com credibilidade no mercado. Contar com um bom fornecedor é uma das maneiras mais inteligentes que adquirir um mobiliário de primeira linha, com garantia de origem e fabrico cuidadoso. O resultado? Uma casa muito mais bonita, requintada e convidativa. Tudo isso sem abrir mão do conforto e da praticidade, é claro!

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