Estilo, praticidade e economia. Você sai ganhando em todos esses quesitos quando utiliza fotografia na decoração. Para além desses aspectos, existe ainda outro grande motivo para você investir nessa tendência que nunca sai de moda: a subjetividade que há por trás de cada retrato.

Afinal, existe coisa mais afetuosa e acolhedora do que uma composição de fotos resgatando aqueles momentos únicos e especiais da nossa vida? Pode apostar que não! Porém, para conseguir esse efeito no seu design de interiores, é preciso prestar atenção a alguns aspectos básicos do décor com fotografias.

A ambientação escolhida, a temática da imagem, o posicionamento da foto, o estilo da moldura… Tudo isso influencia diretamente a ornamentação. Pensando nisso, separamos seis dicas infalíveis para você expor suas fotos preferidas sem comprometer o design. Vamos lá!

1. Considere a ambientação

Regra número um: muitas vezes, aquela fotografia que fica perfeita na sala pode não se encaixar tão bem no quarto ou no escritório. Ou seja, antes de sair criando murais ou distribuindo porta-retratos pela casa, é preciso considerar o estilo do ambiente.

Observe o estilo de décor que predomina no cômodo, assim como as sensações que estão sendo transmitidas pelas imagens nas fotografias. Esses dois componentes devem dialogar entre si para que o resultado final fique sofisticado e harmonioso.

Por exemplo: imagens em preto e branco e que remetam a algo inspirador se encaixam muito bem no escritório ou espaços de home-office, pois conversam com a atmosfera mais sóbria desses locais.

O famoso black and white, inclusive, vai muito bem também naqueles ambientes de design mais clean e minimalista. Mas nada impede que você mescle fotos em preto e branco com imagens coloridas, caso queira compor um décor mais ousado e jovial.

Já aquelas fotos de momentos particulares em família, com os pets ou com os amigos de infância harmonizam melhor nas áreas mais íntimas da casa, como os dormitórios e seus corredores de acesso.

Nas áreas de convivência social — hall de entrada, living, sala de jantar etc. —, dê preferência às imagens mais universais, como aquelas que remetem a paisagens, arquitetura ou até mesmo a seus ídolos e personalidades favoritas da arte, da música ou do cinema.

2. Acerte no posicionamento

Não há regras específicas quanto ao posicionamento das fotografias, porém, para compor uma decoração harmoniosa, o ideal é pensar na disposição das fotos como se você estivesse reproduzindo uma galeria — seja com porta-retratos, imagens soltas, murais ou varais.

Para garantir esse resultado, basta respeitar a sobreposição das imagens de modo que as maiores fiquem sempre mais atrás, até para não esconder as fotografias menores.

Quanto à distância, se você deseja utilizar fotografias como se fossem quadros, coloque-as a aproximadamente 1,5 m do chão, pois isso favorece o ângulo de vista. Se a ideia for utilizar várias imagens, crie um eixo horizontal com as menores — respeitando a mesma altura — e vá dispondo as outras acima ou abaixo dessa linha de forma proporcional.

Quando dispostas em paredes, não é necessário que as fotografias respeitem o centro óptico de mesas, sofás etc. Você pode deslocá-las para o sentido de algum objeto decorativo da base da parede, como um arranjo, luminária ou obra de arte. Essa é uma tendência contemporânea que os designers chamam de “simetria assimétrica”.

Inclusive, essa tendência também é bastante válida para o posicionamento de fotos em aparadores ou estantes, pois ajuda a evitar um erro muito comum na decoração com fotografias: o chamado “efeito altar”.

Ele acontece justamente porque as pessoas tendem a posicionar tudo de forma muito simétrica, e aí acabam intercalando as imagens igualmente com outros objetos de décor, como se fosse um altar de igreja. E você não quer esse resultado no seu ambiente, certo? Portanto, use e abuse da disposição irregular das fotografias, pois isso cria um efeito visual muito mais chamativo e sofisticado na decoração.

Apenas evite dispor as fotos na diagonal, pois isso dificulta a visualização. Nesse caso, existe somente uma ressalva, que é quando você pretende colocar a fotografia em algum móvel redondo e de canto. Nesse modelo, o posicionamento das imagens precisa formar uma linha triangular com a quina das paredes.

3. Pense nas temáticas

Novamente, a harmonia deve ser o foco da composição. Funciona assim: para não comprometer a linguagem e o estilo do décor, o ideal é que as fotografias escolhidas para a decoração sigam temáticas predefinidas, como infância, família, amigos, viagens, paisagens e por aí vai.

Assim, setorizando as imagens conforme esse critério, você se livra de vez do risco de pesar o design com informações desencontradas ou excessivas. Não é proibido definir mais de uma temática para o cômodo em questão, mas, nesses casos, considere posicionar cada grupo temático em um local diferente: aparador, cômoda, prateleiras, mesa de canto etc.

4. Defina os tamanhos

O tamanho das fotografias escolhidas vai depender basicamente do espaço físico disponível no ambiente. Afinal, como vimos, é um grande erro carregar o décor com muita informação ou mesmo compô-lo de forma desproporcional.

Para favorecer o equilíbrio visual, o caminho é bem simples: em ambientes pequenos, dispense imagens grandes demais. Em cômodos maiores, você pode até mesmo deixar que elas roubem a cena. Até porque, se você escolher fotos muito pequenas, elas acabam “sumindo” em meio à composição.

5. Escolha as molduras

Essa questão é bastante pessoal e vai depender principalmente do estilo de decoração do ambiente, já que as molduras precisam conversar com o restante do design. Via de regra, considere que as molduras de linhas retas e finas, em preto ou branco, são os grandes curingas para não errar, pois combinam com tudo.

Porém, se o seu décor permite uma ornamentação mais ousada, vale a pena fazer uma mescla de modelos e estilos para criar um arranjo original. Eles podem ser amadeirados, espelhados, coloridos… Vai depender da sua criatividade!

Outra dica bastante viável é que as molduras de madeira têm tudo a ver com uma decoração rústica, enquanto molduras coloridas e de formatos arrojados vão muito bem com uma proposta mais contemporânea.

6. Capriche na iluminação

De nada adianta belas imagens se elas não puderem ser devidamente contempladas, não é mesmo? Nesse sentido, um bom projeto de iluminação é fundamental, pois as luzes conseguem valorizar na medida certa cada componente do seu décor.  

Nesses casos, a regra básica é posicionar as fotografias de maneira que elas sejam favorecidas pela iluminação difusa ou indireta. Assim, você evita que o material reflexivo das imagens possa gerar reflexos indesejados pelo cômodo.

Pronto! Com essas dicas de como utilizar fotografia na decoração, você vai conseguir eternizar momentos com muito requinte e estilo no seu design de interiores. Ficou inspirado? Então compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e inspire mais gente com essa tendência!