Qual a relação entre decidir o almoço de domingo e as obras de uma casa? A princípio esses itens não tem nada em comum, não é mesmo? Porém, quem vive em família sabe: A tomada de qualquer decisão requer diálogo e contribuição de todos os membros… Seja sobre o cardápio de uma reunião familiar ou sobre reforma e construção do lar.

E quando chega o momento de realizar uma reforma na casa, é importante que os moradores estejam engajados no projeto, colaborando para que tudo saia como planejado.

No post de hoje, listamos 7 dicas práticas para que toda a família participe da reforma e construção com desenvoltura. Acompanhe!

1. Planejem-se em primeiro lugar

O planejamento é o primeiro passo de qualquer atividade que envolva investimentos, e a reestruturação de um imóvel não foge a essa regra. No entanto, lembre-se do velho ditado: duas – ou mais – cabeças pensam melhor que uma!

Antes de iniciar as atividades, elabore uma espécie de “planejamento familiar”, levando em consideração:

  • As pessoas que moram na residência vão colaborar financeiramente? Calcule o orçamento total estipulado e a parcela de contribuição para cada membro.
  • Quem será encarregado de fiscalizar as obras? Eleja um porta-voz para que as interações com as equipes de reforma e construção sejam mais simples.
  • Quais requisitos serão atendidos? É hora de deixar claro os pedidos de cada integrante da família: Mais espaço, uma nova cor na parede, uma tomada extra… Anote os pontos passíveis de inclusão no projeto.

2. Incluam a criançada no projeto

A extrema criatividade dos pequeninos pode ser desafiadora quando o assunto é planejamento sério. Aqui está um segredo para auxiliar a identificação dos itens ou características que os menores mais valorizam em determinado cômodo: desenhar!

Desenhos são formas da criança lidar com a realidade que a cerca, representando os seus interesses. Proponha um desenho do ambiente que será reformado, e analise a obra de arte com a seguinte ótica: as áreas e objetos desenhados com forte detalhamento são, na visão infantil, mais importantes no lugar.

3. Verifiquem a rotina de todos os moradores

Crie um cronograma com os horários das atividades rotineiras. Dessa forma, é possível conciliar as premissas da obra com o dia a dia da casa, evitando que o abastecimento de água seja interrompido na hora do banho, por exemplo.

É importante repassar esse relatório ao responsável pela obra, para que ele tenha ciência da programação da casa. Dessa forma, garante-se harmonia ao convívio familiar considerando a privacidade e bem estar dos moradores.

4. Armazenem e protejam seus pertences 

Agrupe os esforços pois chegou a hora de preparar o terreno! Faça dessa uma tarefa conjunta: Os adultos cuidam dos itens pesados, os mais jovens responsabilizam-se pelas unidades menores e caixas leves.

Retire os móveis menores do espaço a ser reformado e, para evitar extravios ou acidentes, proteja as miudezas em caixas etiquetadas. Esse truque facilita a organização do ambiente depois da obra, além de evitar que sua caneca ou talher preferido fique perdido!

Para mobílias maiores que necessariamente permanecerão no local, indica-se a cobertura com lona ou papelão grosso. Atenção especial aos guarda-roupas: Vede respiradores e frestas das portas prevenindo a invasão da poeira nas suas peças.

5. Respeitem a política de boa vizinhança

lei municipal 71/48, em seu artigo 1º, proíbe obras residenciais no período de 22:00 h às 06:00 h. Normas e leis de caráter semelhantes devem ser rigorosamente respeitadas.

Por diplomacia, é aconselhável encerrar as obras até as 17 horas, pois trata-se do horário de retorno ao lar: após um dia de trabalho ou estudos, com certeza, o barulho de uma obra soará bem irritante.

Para evitar desavenças com vizinhos, se possível, pause o trabalho nos finais de semana. E lembre-se que a cordialidade se estende aos fornecedores, aos trabalhadores e a todos os outros envolvidos direta e indiretamente com a reforma.

6. Conheçam a equipe de reforma e construção

Esqueça a frase “bons profissionais dispensam apresentações”. Quando as personagens em questão são responsáveis por construir, é ideal que a família conheça o time de modo geral.

A primeira justificativa é a segurança dos moradores: Os trabalhadores acessam a área da casa para concretizar os reparos, portanto, é bom atentar-se para que nenhuma presença não autorizada aconteça.

O segundo ponto é a segurança do projeto, como um todo: Ao verificar situação de risco ou probabilidades de acidentes, o morador deve alertar os profissionais responsáveis prontamente.

Da mesma forma, é bom reforçar principalmente com as crianças: ferramentas são instrumentos de uso profissional. Apenas pessoas treinadas devem manusear os utensílios!

7. Compartilhem o processo como um todo

As obras são atividades de duração variável, podendo estender-se poucos dias ou durante semanas. Agora é fazer como manda o figurino: participar do momento juntos e unidos!

Ajudem um ao outro na fase de verificação dos detalhes. Uma pessoa pode encarregar-se de manejar a fita métrica enquanto outra anota as medidas importantes, por exemplo. A união faz a força, não é mesmo?

O processo de fiscalização reserva ainda uma etapa fundamental, principalmente nos períodos chuvosos. A família deve combater o mosquito Aedes Aegypti! Todos de olho em reservatórios de água parada, onde o mosquito pode colocar seus ovinhos… A prevenção é a única forma de combater doenças como a dengue, zika e chikungunya.

Aproveite o momento para cogitar se as partes elétricas e hidráulicas necessitam de melhorias.

 

Ainda que tenhamos precauções, contratempos são eventos insistentes e aparecem, mesmo sem convite. Por isso, estejam preparados e tenham paciência para intermediar atrasos, conflito de horários ou possíveis retrabalhos durante a reforma e construção.

Uma coisa é certa: família está ao nosso lado para toda obra. Por isso, é tão importante que os envolvidos estejam engajados de modo harmonioso garantindo a tranquilidade do projeto. Ao final, preparem-se para comemorar pois o resultado será melhor que o planejado!

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