Você sabia que a psicologia das cores tem a capacidade de transformar o design da sua casa? Pois é! E quando o assunto é cor para quartos isso fica ainda mais evidente, afinal, o quarto é o cômodo mais pessoal de uma casa.

Além de refletir a personalidade do dono, as cores utilizadas têm o poder de influenciar nosso estado psicológico, transmitindo sensações que vão desde a leveza ao entusiasmo.

Quer saber como isso funciona? Então acompanhe este post e entenda como a psicologia das cores pode te ajudar na hora de escolher o tom ideal para as paredes, móveis e demais objetos decorativos do seu quarto.

Entendendo a cromoterapia e a psicologia das cores

A cromoterapia nada mais é do que a utilização das cores a nosso favor, de modo que cada tom transmita exatamente a sensação que queremos passar com determinada combinação. Podemos dizer que a cromoterapia faz parte de um campo maior de estudo, conhecido por psicologia das cores.

Os primeiros estudos sobre a psicologia das cores surgiram ainda no século XVII, com Isaac Newton, a partir de sua descoberta de que a luz branca era o resultado da soma de todas as cores.

O físico britânico demonstrou essa teoria utilizando um prisma e a luz solar: a luz branca, ao passar pelo prisma, resultava na dispersão de vários feixes coloridos.

A partir daí, seguiram-se vários estudos científicos sobre as cores, dentre eles a descoberta de que cada tom é resultado da combinação de cores diferentes — o azul somado ao amarelo para resultar no verde, por exemplo.

Teoria das cores

Um pouco mais tarde, no século XIX, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe “patenteou” a teoria da cor tal qual a conhecemos nos dias de hoje.

Foi Goethe o primeiro a dizer que a cor não depende apenas da luz, mas também da percepção que temos dela, fazendo com que a identificação dos tons seja algo subjetivo, ainda que as sensações por elas transmitidas sejam universais.

É por isso que as cores neutras como o branco, bege, cinza e seus subtons remetem a sensações de leveza e amplitude. Ao mesmo tempo, as cores frias — como azulados e esverdeados — remetem a sensações de tranquilidade e relaxamento.

Já as cores quentes, como vermelho, laranja e amarelo, seriam responsáveis por criar atmosferas mais dinâmicas e estimulantes.

Desde então, essa perspectiva passou a estar intimamente relacionada a tudo que envolva cores e comunicação. É aí que entra o poder da decoração dos quartos, já que a escolha das cores é o que vai definir a atmosfera do ambiente.

Abaixo, confira nossas sugestões de cores para quartos a partir das principais percepções relacionadas a cada tom.

Sugestões de cor para quartos

Junto dos móveis, tapetes e demais objetos decorativos, a cor das paredes do quarto resulta em uma atmosfera característica. Por isso, a escolha das cores deve ser criteriosa, de modo a refletir a sensação que você quer que seja predominante no cômodo.

Se a ideia for priorizar aspectos ideais para a hora do sono — como leveza, relaxamento e tranquilidade —, você pode optar pelos seguintes tons:

Brancos

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: o branco queridinho (por TY Design Studio, foto de Anna Stathaki)

Essa costuma ser a cor preferida para dormitórios. Além de transmitir leveza, os tons de branco favorecem a amplitude e iluminação do quarto.

Pessoas muito ativas e inquietas podem apostar nos brancos, off-white, beges e demais subtons justamente para conter a agitação no cômodo. Assim, sempre que adentrarem o quarto, saberão que é hora de desacelerar a mente e relaxar um pouco.

Apenas tome cuidado para não utilizar o branco em excesso, tornando o quarto sufocante com o brilho luminoso da cor. Para quebrar o tom monocromático sem perder a suavidade do décor, você pode escolher móveis em tons nudes ou pontuar objetos decorativos de cores vibrantes pelo dormitório.

Azulados

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: o azul calmaria (Aruba Bay por Sater Design)

Os tons azulados sempre remetem ao céu e ao oceano, trazendo sensações de amplitude, harmonia e aconchego. Por isso, o azul é uma ótima pedida para os quartos.

Esqueça aquela ideia retrógrada de azul para meninos e rosa para meninas e abuse do tom para criar uma atmosfera favorável ao descanso e relaxamento profundos. Você pode ainda escolher subtons da cor para os objetos decorativos, brincando com o décor em degradê.

Esverdeados

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: o verde natural (Judson Residence por New West Partners)

A primeira impressão é sempre a que fica. Com o verde não é diferente: desde sempre associados às coisas da natureza, os tons esverdeados têm o poder de trazer naturalidade e calmaria para o seu dormitório.

Experimente combinar as paredes verdes com móveis ou objetos fabricados em matéria-prima natural, como pedras ou fibras. Fica um charme!

Vamos agora aos tons mais indicados para compor atmosferas que reúnem estímulo, criatividade e concentração. Esses tons são ideais para quem utiliza o quarto não só como dormitório, mas também como ambiente produtivo.

Amarelos

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: o amarelo atento (foto de Alexandre Montagne)

O amarelo remete à espontaneidade e alegria. Além disso, é também conhecido como a cor da comunicação e concentração. Quanto mais vibrante o tom, mais estimulante será o local.

Se o seu quarto tem um cantinho dedicado para estudos ou home office, pintar esta parede de amarelo pode ser uma ótima pedida. Que tal?

Vermelhos e alaranjados

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: o vermelho energetico (Ralston Courtyard apartament por Borden Interiors)

Nada pode ser mais universal do que a cor vermelha significando amor! Assim como os alaranjados, que sempre trouxeram consigo uma carga extra de energia.

Se você quer compor um quarto estimulante e energético, um desses tons pode ser a escolha perfeita. Apenas esteja ciente de que essa são cores bastante “ativas”, e sua sobrecarga pode deixar o aposento de descanso com clima agitado! Portanto não é ideal utilizá-las em todas as paredes do cômodo.

Invista também no mobiliário neutro para não “pesar” o dormitório com muitas informações.

Róseos e roxos

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: roxos e rosas místicos (Crowland terrace por Amberth Design, foto de David Giles)

As nuances do rosa estão no meio termo entre o aconchego dos tons mais claros e a vibração dos avermelhados. Por isso, pode ser uma boa opção para quem quer apostar no equilíbrio.

Já os tons arroxeados são intensos por natureza. Assim como o amarelo ou vermelho, trazem vibração e estímulo para o seu dormitório, além de ser um dos tons preferidos quando o assunto é reunir estilo, personalidade e originalidade.

Pretos

Cor para quartos: como a psicologia das cores pode te ajudar?

Cor para quartos: o preto poderoso (por Urbanspace Interiors)

No design de interiores, assim como na moda, existem tendências — mas não existem proibições. Há quem fique com o pé atrás ao pensar em pintar o quarto de preto, já que esta é a cor mais forte de toda a paleta. Porém, se utilizada de forma equilibrada, cria ambientes extremamente sofisticados e luxuosos.

Além disso, os tons escuros são ótimas opções para pessoas que têm sono leve: quanto mais você escurecer a atmosfera do quarto, mais o sono será favorecido. Neste caso, é importante que o cômodo tenha janelas amplas e cortinas que favoreçam o equilíbrio luminoso durante o dia.

A psicologia das cores pode até parecer complicada à primeira vista. No entanto, após compreender o significado que há por trás de cada tonalidade, fica fácil pensar na escolha de cor para quartos, aliando sensibilidade e personalidade para sua casa!

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