Falhas na execução, materiais de má qualidade ou ação de fenômenos naturais. Estas são as causas mais comuns de danos em telhados, que podem gerar desde problemas simples como quebra de telha até mesmo à queda parcial ou total da cobertura. Fazer a manutenção de telhado periodicamente é fundamental para prevenir esses desgastes e garantir a segurança da residência.

As manutenções preventivas servem para identificar eventuais alterações nos componentes básicos do telhado: estrutura, telhas, calhas e rufos. Assim, ao menor sinal de desgaste, é possível fazer os reparos necessários. Neste post, você vai conferir 4 dicas básicas de como avaliar esses itens e cuidar bem do telhado da sua casa. Acompanhe!

1. Verifique periodicamente a estrutura do telhado

As estruturas do telhado podem ser fabricadas com diversos materiais. Os mais comuns são madeira para as obras residenciais e metal para obras industriais, como galpões. O tipo de estrutura varia conforme as condições da edificação (tamanho, caimento, agressividade do ambiente, entre outras).

Seja quais forem as condições do imóvel, o ideal é não construir a estrutura deixando-a diretamente exposta às intempéries climáticas. Isso porque vento, sol e chuva em excesso são algumas das principais causas de problemas no telhado. A madeira, por exemplo, pode apodrecer com a umidade constante e gerar enormes prejuízos.

É essencial contar com materiais de qualidade para garantir a vida útil e a segurança da cobertura. Um bom madeiramento chega a durar mais de 50 anos intacto na estrutura do telhado! Já as estruturas metálicas dificilmente apresentam problemas — a corrosão é o principal dano ocasionado pela falta de manutenção adequada.

Nos telhados com estrutura de madeira, a manutenção deve ser feita regularmente para avaliar o estado das ripas e seu grau de apodrecimento. Identificando o problema no início é muito mais fácil resolvê-lo. Bastará trocar as ripas e caibros deteriorados, sem a necessidade de refazer o telhado por inteiro. O mesmo vale para eventuais corrosões que podem surgir em telhados metálicos.

2. Observe a impermeabilização das telhas

Como as telhas estão diretamente expostas às intempéries climáticas, elas podem apresentar problemas com mais facilidade. 

Os tipos de telha mais comuns do mercado são as de cerâmica, concreto, fibrocimento (telha de amianto) e metálica. As três primeiras são mais suscetíveis a danos, pois absorvem mais umidade e são menos resistentes a choques mecânicos.

As telhas metálicas, por sua vez, têm maior durabilidade. Por outro lado, sofrem com a condução térmica, o que prejudica o conforto térmico nos ambientes internos do imóvel. Qualquer que seja o material, os sinais de defeitos são basicamente os mesmos: infiltrações, goteiras, manchas na laje e pintura descascada.

Para evitar esses transtornos, é preciso fazer uma avaliação periódica com a ajuda de um profissional. Geralmente, a falha mais comum é no sistema de impermeabilização da cobertura, que tem prazo de validade definido. Depois de alguns anos sem manutenção, o sistema tende a apresentar danos. Um profissional especializado saberá identificá-los e recomendar o reparo adequado.

3. Veja se calhas e rufos funcionam perfeitamente

As calhas são responsáveis por drenar a água da chuva, enquanto os rufos fazem a vedação entre cobertura e alvenaria, formando uma barreira para impedir infiltrações. Ambos são componentes essenciais para observar na manutenção de telhado. 

As calhas costumam dar problema após longos períodos sem chuva. A sujeira se acumula e acaba entupindo os canos de drenagem. Se a água não escoar naturalmente pela calha, com certeza ela vai se acumular em locais inadequados para isso, ocasionando problemas na edificação ou no entorno. 

Além disso, a água parada sobre o telhado pode aumentar o peso da estrutura, tornando-a insegura. Portanto, caso a chuva não esteja escoando totalmente em um prazo de 48 horas, recomenda-se avaliar de imediato o estado das calhas.

Quanto aos rufos, um sinal clássico de problema é perceber infiltrações no imóvel sem a presença de telhas quebradas ou rachadas. Nesse caso, significa que a água está infiltrando lateralmente, por meio dos rufos danificados. Paredes mofadas ou descascadas são outros sinais típicos de que algo está errado no escoamento do telhado da casa.

A vantagem é que, em comparação aos problemas estruturais e nas telhas, os danos nas calhas e rufos são muito mais fáceis de resolver, bastando substituir os componentes defeituosos. Se o problema na calha for por falha de dimensionamento — e não acúmulo de sujeira — será preciso refazê-las para proporcionar a drenagem correta da água da chuva.

4. Respeite a periodicidade da manutenção de telhado

Normalmente, recomenda-se que a manutenção de telhado seja feita duas vezes ao ano, de seis em seis meses. Assim, é possível identificar falhas eventuais ainda no início, de modo que seja mais fácil tratá-las para garantir a funcionalidade, o conforto e a segurança da instalação.

A única ressalva é não realizar a manutenção durante os períodos de chuva intensa. Nessas épocas, as telhas ficam escorregadias e potencializam o risco de quedas e acidentes graves.

Também não é recomendado pisar diretamente sobre as telhas molhadas, pois elas ficam mais pesadas por conta da umidade absorvida, podendo quebrar com facilidade. Isso, além do risco de acidentes, ocasiona prejuízo e retrabalho desnecessários.

Não respeitar a periodicidade das manutenções é a principal causa de danos em telhados. Afinal, como todos nós sabemos, é melhor prevenir do que remediar. Você pode até pensar que prolongar esse período não vai trazer problemas, principalmente se o telhado estiver com boa aparência. Mas não se engane.

Telhados aparentemente perfeitos podem esconder pequenas falhas que, se não corrigidas a tempo, viram um problemão no futuro. Os danos vão desde goteiras, água parada e infiltrações menores até impactos graves, como queda total ou parcial da cobertura. Isso, além de comprometer a segurança do imóvel, dá um enorme prejuízo financeiro.

Então, já sabe: cuide da manutenção de telhado e, ao menor sinal de problemas, corrija-os imediatamente com o auxílio de profissionais especializados e de materiais de qualidade. Não dá para abrir mão desses quesitos, pois o que está em jogo aqui é a segurança da casa, além, é claro, do conforto e bem-estar da sua família.

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